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Processo · 5 min de leitura

Por que entender o problema é mais importante do que começar a programar?

Equipe Velby

Você contrata uma empresa para desenvolver um sistema. Explica quais funcionalidades gostaria de ter, recebe um orçamento e o desenvolvimento começa.

Algum tempo depois, surge uma necessidade que não havia sido mencionada. Depois, outra. Uma regra importante do financeiro não foi considerada, o comercial precisa de uma funcionalidade diferente e determinada etapa da operação funciona de outra maneira.

O que parecia um projeto bem definido começa a exigir mudanças.

Essa situação ajuda a explicar um dos principais cuidados no desenvolvimento de software: antes de começar a programar, é preciso compreender como a empresa realmente funciona.

Afinal, não basta criar um sistema que faça aquilo que foi solicitado. Ele precisa resolver o problema que motivou sua contratação.

Por que um sistema pode não resolver o problema da empresa?

Imagine uma empresa que solicita um sistema para controlar suas ordens de serviço.

À primeira vista, a necessidade parece simples: cadastrar clientes, abrir ordens, acompanhar o andamento e registrar a conclusão.

Mas, durante uma análise mais detalhada, surgem perguntas importantes.

Quem pode abrir uma ordem de serviço? Existe uma etapa de aprovação? O técnico precisa registrar materiais utilizados? O financeiro só pode faturar depois da conclusão? O cliente recebe alguma atualização durante o atendimento?

Essas informações fazem diferença na maneira como o sistema precisa funcionar.

Se não forem identificadas antes, é possível desenvolver uma ferramenta que execute as funcionalidades solicitadas, mas não acompanhe corretamente o trabalho da empresa.

Por isso, entender o processo é tão importante quanto saber programar.

O que é Discovery de software?

Discovery é uma etapa de descoberta e entendimento realizada antes do desenvolvimento de determinados projetos de software.

Seu objetivo é compreender o funcionamento do negócio, identificar necessidades, mapear processos e definir o que precisa ser construído.

É um trabalho que envolve conversas com as pessoas responsáveis pela operação, análise das ferramentas existentes e identificação das regras que orientam cada atividade.

Na Velby, utilizamos essa etapa em projetos cuja complexidade exige um levantamento mais detalhado, especialmente quando o sistema precisa conectar diferentes setores.

O objetivo é compreender como a empresa se organiza e transformar esse conhecimento em informações que ajudem a planejar o software.

Como funciona o Discovery na prática?

Embora cada projeto tenha suas particularidades, algumas atividades são fundamentais.

1. Entender a rotina da empresa

O primeiro passo é conversar com as pessoas envolvidas na operação.

Não apenas com quem contrata o sistema, mas também com quem executa as tarefas diariamente.

Isso é importante porque nem sempre um processo funciona exatamente da maneira como foi descrito inicialmente.

Um gestor pode conhecer os resultados que precisa acompanhar, enquanto um funcionário sabe quais etapas, exceções e dificuldades fazem parte do trabalho.

As duas perspectivas são necessárias.

2. Mapear os processos

Depois, é preciso compreender como as atividades se conectam.

Por exemplo: o que acontece desde o recebimento de um pedido até sua entrega e seu faturamento?

Quem participa? Quais informações são utilizadas? Em que momento o trabalho passa de um setor para outro?

Esse mapeamento permite visualizar a operação de maneira mais clara.

Na Velby, utilizamos diagramas para representar os processos gerais da empresa e o funcionamento dos setores envolvidos.

3. Identificar as regras do negócio

Toda empresa possui regras próprias.

Uma venda pode precisar de aprovação acima de determinado valor. Um serviço pode ter diferentes etapas de execução. Um pedido pode seguir caminhos distintos conforme o tipo de cliente.

Essas particularidades precisam ser compreendidas para que o sistema respeite o funcionamento da operação.

São as chamadas regras de negócio.

4. Definir o que será desenvolvido

Com as informações organizadas, fica mais fácil identificar quais funcionalidades são necessárias e como elas se relacionam.

Nesse momento, é possível definir requisitos, prioridades e o escopo do projeto.

Também é possível separar o que precisa estar na primeira versão daquilo que poderá ser desenvolvido posteriormente.

O objetivo é evitar que o projeto comece com expectativas diferentes entre a empresa contratante e a equipe de desenvolvimento.

O Discovery ajuda a definir o orçamento?

Sim. E essa é uma das suas aplicações mais importantes.

Imagine solicitar um orçamento para construir um imóvel sem informar o tamanho, a quantidade de ambientes ou as instalações necessárias.

O valor seria apenas uma estimativa baseada em informações incompletas.

Com o desenvolvimento de software acontece algo semelhante.

Sem compreender as funcionalidades, as integrações e a complexidade da operação, é difícil dimensionar adequadamente o trabalho.

O Discovery oferece informações para construir uma proposta mais detalhada, com escopo, etapas, investimento e cronograma definidos.

Isso não significa que imprevistos ou novas necessidades deixarão de existir, mas reduz incertezas importantes antes do início do desenvolvimento.

Toda empresa precisa passar por essa etapa?

Não necessariamente.

Um projeto pequeno, com funcionalidades simples e requisitos claros, pode seguir diretamente para o desenvolvimento.

Já um sistema que envolve vários setores, muitas regras de negócio ou integrações complexas costuma exigir um entendimento mais aprofundado.

Na Velby, o formato de trabalho é definido conforme a necessidade do projeto.

Para demandas mais complexas, o Discovery resulta em materiais como mapas de processos, levantamento de regras de negócio, requisitos e definição do escopo recomendado.

E existe um ponto importante: o material produzido pertence ao cliente, mesmo que ele decida não seguir com o desenvolvimento.

Você pode conhecer os detalhes dessa etapa em Como trabalhamos.

O primeiro passo não é escolher as funcionalidades

Quando uma empresa identifica que precisa de um sistema, é natural começar imaginando telas, botões e funcionalidades.

Mas existe uma pergunta que deve vir antes de todas essas decisões: qual problema queremos resolver?

É essa resposta que orienta o desenvolvimento e ajuda a evitar investimentos em funcionalidades que não atendem às necessidades reais.

Na Velby, começamos entendendo o negócio para depois definir a solução tecnológica.

Se sua empresa está considerando desenvolver um sistema, agende uma conversa inicial com a Velby. O primeiro encontro é gratuito e serve para compreendermos seu cenário e os caminhos possíveis.

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